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Sexta-feira, 20 de Maio, 2011

 

                                                      

 O Braga um a um
      Custódio lutou pelo direito à imortalidade

Artur 5
Mero espectador entre os postes, jogou muito mais com os pés do que as mãos e só uma vez ia comprometendo. O cabeceamento de Falcao era indefensável.

Miguel Garcia 6
Ao contrário do que é habitual, foi o melhor lateral da equipa. Hulk que o diga, pois depois de alguns minutos na sua companhia teve de voltar à direita do ataque para retomar o nível. Um par de intercepções preciosas a evitar outros tantos cruzamentos para Falcao.

Paulão 6
É ele que aparece perto de Falcao no lance que decide o jogo, mas não lhe imputem responsabilidades a sós. A defesa estava descompensada, e isso não foi culpa sua. No resto do jogo, esteve ao nível da estatura elevada que tão bem usa para fazer seus os lances em que até parece partir em inferioridade. Ontem mais pelo chão do que pelo ar, mas sempre sem ponta de hesitação ou receio de comprometer.

Rodriguez 4

Começou com um passe errado que quase deu golo de Hulk e terminou com outro que resultou mesmo no de Falcao. Pelo meio, portou-se exemplarmente, com excelente sentido táctico e capacidade de antecipação. Mas não podia ter corrido aquele risco...

Sílvio 5
Se o Atlético de Madrid viu o jogo todo, ficará dividido entre o receio de ter contratado um jogador com dificuldade em cobrir extremos explosivos, especialmente em espaços interiores, e o encanto de poder contar com um lateral leve, empreendedor e ousado. Mas como a última imagem é que fica, Sílvio pode estar tranquilo.

Vandinho 6
Desta feita, não se deu a grandes coberturas laterais. Mas foi um dos grandes responsáveis por o Braga ter podido contrariar o habitual dinamismo do miolo portista, essencialmente pela atenção e disponibilidade que empregou em cada segunda bola. Ganhou imensos ressaltos e recusou-se a empapar o jogo.

Custódio 7
O herói da meia-final teve nos pés a possibilidade de se tornar imortal (um vimaranense tornar-se num dos maiores ícones do arqui-rival era bonito de se ver), mas atirou ao lado na primeira oportunidade real do jogo (4'). Custódio não deve sair beliscado por isso, até porque a finalização não é da sua responsabilidade. No que tinha para fazer foi exemplar: anulou João Moutinho na primeira parte, sem se esquecer da transição defesa-ataque. Solto com a bola nos pés e pleno de clarividência a decidir, não perdeu pujança nem espírito de conquista.

Hugo Viana 4
Sem qualquer profundidade. Pouco expedito no passe e lento a fazer a bola girar. Leva dezenas de jogos muito perto do trinco e parece que se esqueceu do que define um bom número 10.

Alan 5

O protagonismo de Paulo César retirou-lhe o peso que habitualmente carrega, mas também o foco com que costuma iluminar o resto da equipa. Obscuro na primeira parte, melhorou após o intervalo, mas só em irreverência, porque o resultado das suas acções foi igualmente nulo.

Paulo César 7
Seguramente o mais esclarecido no ataque do primeiro ao último minuto. Sapunaru e Álvaro Pereira agradeceram cada vez que Paulo César mudou de lado, pois só o brasileiro os incomodou verdadeiramente. Destacou-se a jogar de fora para dentro, mas não encontrou movimentação dos colegas suficientemente inteligente para aproveitar as descompensações que criou. Dois remates com pouco perigo, mas fortes o bastante para gritar à equipa para acordar. Ele esteve sempre bem desperto.

Lima 4
Passar 55' a muitos metros do colega mais próximo é metade da explicação que encontramos para ter somado ontem o 16º jogo consecutivo sem marcar. A outra metade tem a ver com a inércia e falta de explosão que há muito denota. Nem um remate, nem um risco assumido no 1x1 e pouca presença. Podemos estar errados; mas Lima não nos soube contrariar.

Kaká
Melhor do que Rodriguez, embora sujeito a menos trabalho. Encaixou bem ao lado de Paulão, até pela estampa que emprestou para ajudar a "estancar" o potente Hulk.

Mossoró 5
Um minuto depois de entrar poderia ter empatado o jogo na ocasião de golo mais flagrante de todo o jogo. O bom sinal não se traduziu numa melhoria efectiva da equipa. É verdade que ajudou a subi-la no terreno, mas o FC Porto soube adaptar-se e obrigá-lo a procurar a bola em zonas mais recuadas. E essas não são para ele.

Meyong 5
Um remate ridículo (76') em excelente posição não apaga a melhoria que acrescentou, especialmente na viabilização dos processos normais de ataque, ainda que isso tenha implicado fixar-se entre os centrais. Bem melhor de costas do que Lima.


Domingos Paciência
"Estamos orgulhosos pelo que fizemos"
Domingos Paciência esteve por diversas vezes à beira das lágrimas, espelho fiel do balneário do Braga, no final do jogo, ao qual reconheceu um vencedor justo, ainda que não aquele que desejava. "Tenho de reconhecê-lo, pelo golo que fez", afirmou, procurando ser justo com o FC Porto, mas, sem deixar de destacar o valor do desempenho do Braga, na luta por um desfecho diferente. "Por aquilo que foi o jogo em si, fizemos uma grande segunda parte, conseguimos jogar mais em cima do FC Porto, pena é que o golo não tivesse acontecido, e pena é que o árbitro pudesse ter posto o FC Porto a jogar com 10, a partir do minuto 75, e não o tenha feito. O Sapunaru teria de ver o segundo cartão amarelo e o jogo poderia ser outro", declarou, lembrando que, no lance em questão, o lateral-direito portista "quase se começa a dirigir para o balneário, convencido de que ia ser expulso". "O árbitro optou por não mostrar o vermelho" e essa opção do juiz espanhol deixou nos responsáveis do Braga um travo de injustiça, numa final cuja história, para ser bem escrita, deveria ter um golo minhoto, sublinhou o treinador. O que se viu, em Dublin, foi "uma equipa com muito querer contra uma grande equipa, não haja dúvida, mas, os meus jogadores estão de parabéns", declarou, recuperando a história desta final: "A diferença faz-se no pormenor em que tudo pode mudar. Este jogo acaba por ser resumido em três, quatro momentos. É uma perdida de bola da nossa parte que dá o golo do FC Porto". Depois desse momento, o Braga mostrou muito mais argumentos, suficientes para anular a desvantagem. Soube ser "melhor equipa na segunda parte" e o que jogou merecia, pelo menos, o empate, insistiu: "A justiça seria o 1-1. É pena. Há um sentimento de orgulho, mas também de injustiça por não termos conseguido fazer golos". "O FC Porto foi eficaz", conformou-se, tendo sempre a preocupação de não deixar que as lágrimas do balneário - "Estou triste, como os meus jogadores estão", admitiu, sem reservas e sem ter como disfarçar a decepção - o impedissem de deixar bem vincado o "orgulho" de ser o líder da equipa que surpreendeu a Europa, ao qualificar-se para esta final, a terminar um ciclo de dois anos históricos para o Braga, que, esta época, na Liga dos Campeões e na Liga Europa, "viveu momentos únicos da sua história", só possíveis graças à união do plantel: "Estamos orgulhosos pelo que fizemos. Fizemos uma temporada de grande valor, o que enaltece o caráter e a qualidade desta equipa". "Somos a prova que, com ambição e crença, se consegue fazer muito", rematou o futuro treinador do Sporting.


Artur
"O Benfica? Estamos conversando..."
Em fim de ciclo, Artur não confirmou que vai para o Benfica, mas sempre foi dizendo que as partes "estão conversando", referiu-se à "grandeza" do clube encarnado e adiando para a semana todas as certezas."Todos ficarão a saber", disse, lamentando que se tenha especulado sobre a sua ida "a Lisboa para visitar um amigo e tratar de assuntos com o advogado", quando "havia uma final para disputar". Aliás, elogiou Roberto "um grande guarda-redes". Na memória fica final. "Fizemos um grande segundo tempo, mas a bola não entrou", concluiu.

Vandinho

 

"A final merecia melhor árbitro"

A história de Vandinho no Braga chegou ao fim com a final da Liga Europa. "Para mim o ciclo aqui está encerrado", confirmou, sem revelar o destino. A derrota na final da Liga Europa ficou atravessada. "Foi decidida em detalhes, não fomos felizes no lance do golo do FC Porto, que é uma grande equipa", explicou, sem esconder a tristeza: "Saímos de cabeça erguida. Não tenho dúvidas que o árbitro devia ter expulso o Sapunaru que tinha um amarelo. A final merecia um árbitro melhor, porque não foi muito feliz, puxou para o FC Porto".

 

Sílvio confirma Atlético de Madrid

Sílvio despediu-se ontem de "um grande clube e de uma grande cidade", anunciando que vai "jogar para Espanha", mas só após muita insistência é que admitiu que o destino será "o Atlético de Madrid", tal como já fora veiculado. Em noite que não foi de festa para si, o defesa agradeceu "o apoio aos adeptos", e resignou-se perante o FC Porto. "Perdemos contra uma grande equipa, resta dar os parabéns ao adversário, que teve uma oportunidade para marcar; e nós também a tivemos na segunda parte, mas falhámos", concluiu.

 

Mossoró vai renovar

Na despedida de uns, Mossoró anunciou que tem tudo acertado para prolongar o contrato com o Braga. "Vou continuar; tenho mais uma época; só falta assinar a renovação por mais três", informou o médio-ofensivo, aquele que teve nos pés o golo do empate. "Foi um lance muito rápido, tentei levantar um pouco a bola vi que o Helton caiu para a esquerda, mas não fui feliz, e Helton foi soberano naquele momento". Mossoró falhou, e disse que o Braga "pagou caro pelo erro". "Devia ter caprichado mais", completou.

Apesar de tudo, Mossoró realçou o "espírito guerreiro da equipa", que "foi brilhante, jogou e lutou muito". "No segundo tempo, estivemos sempre em cima do FC Porto, mas não fomos capazes de fazer um golo", rematou.

 

Alan
Avançado do Braga

Foi um jogo da eficácia: o FC Porto teve duas oportunidades e fez um golo. Ficou-me uma sensação amarga, mas o que importa é que o Braga alcançou um feito histórico.
O árbitro recuou um pouco no lance de Sapunaru

Rodriguez
Defesa do Braga

Não sei nada do Sporting estou em final de contrato, portanto, tanto posso renovar como sair do Braga. Reconheço que o Sporting é um bom clube, mas o Braga também o é

Custódio
Médio do Braga

Fizemos um caminho brilhante até aqui, por isso a derrota custou bastante, mas não faço comparação com a outra derrota [do Sporting ante o CSKA de Moscovo].

Apesar da derrota, temos de estar orgulhosos


Paulão
Defesa do Braga

O balneário está desiludido, porque o jogo teve duas oportunidades uma para cada equipa, mas não conseguimos concretizar. O FC Porto mostrou no campeonato e na Liga Europa que foi muito forte. Vou decidir o futuro na próxima semana

 

António Salvador
"Não lhe desejo sucesso no Sporting"

António Salvador desfez o tabu, fazendo uma inconfidência inesperada no rescaldo da derrota do Braga numa final histórica. Ao manifestar a estima pelo "grande trabalho" de Domingos Paciência, o presidente do Braga colocou-o já no Sporting. "Não lhe desejo sucesso no Sporting, porque será um concorrente directo do Braga e estaria a ser incoerente se dissesse o contrário". Foi assim, de forma simples que António Salvador confirmou o que já se andava a comentar há muito tempo. Por outro lado, não foi tão frontal em relação ao sucessor de Domingos Paciência. Fala-se de Leonardo Jardim, mas Salvador driblou o assunto. "Não há nada; amanhã [hoje] vamos começar a preparar a nova época e ver o que é melhor", atirou, resistindo para não cair em tentação.

Numa altura em que se fala de uma série de despedidas, o presidente do Braga fixou-se num jogador. "O Braga deve muito a Vandinho, ele fez muito pelo clube. Vamos decidir o que é melhor para ele", informou, na sequência de um momento muito especial . A equipa não trouxe o troféu para o Minho, um factor que pesou no balneário, onde "se viam os jogadores tristes e a chorar", porém, tem um lado positivo. "Sinto um enorme orgulho por estes profissionais, por tudo que têm feito", sublinhou António Salvador, vendo nesta conclusão uma "excelente prova de que tudo isto não foi obra do acaso". "Provámos que este grupo tem qualidade, que se uniu e acreditou que poderia fazer a história". Neste sentido, o sentimento de Salvador era um misto "de frustração e orgulho", e uma certeza profunda de que o "Braga vai continuar a crescer e a ganhar". "Defrontámos uma grande equipa; não foi possível vencer", disse resignado, e orgulhoso de uma "caminhada iniciada há sete anos". "Todos os treinadores e jogadores que passaram pelo clube também merecem, pois ajudaram a dar estabilidade", realçou.

Lima foi pai
Os momentos que antecederam o jogo com o FC Porto foram especiais para Lima. O avançado do Braga foi anteontem pai de uma menina, a que deu o nome de Maria Paula, e entrou no encontro determinado a marcar um golo para poder dedicar-lhe. No entanto, o brasileiro acabou por não conseguir cumprir o objectivo.

Leonardo Jardim esteve presente
António Salvador ainda não foi claro quanto ao nome do sucessor de Domingos Paciência. Mas, sabe-se já que a escolha recaiu em Leonardo Jardim (ex-Beira-Mar), que ontem assistiu, no estádio, à final.

Garcia, Viana e Custódio perdem
Para os bracarenses Miguel Garcia, Hugo Viana e Custódio esta foi a segunda final europeia que perderam. Em 2004/05 Garcia foi titular, Viana entrou aos 87' e Custódio não saiu do banco na derrota (3-1) do Sporting diante do CSKA de Moscovo, no Estádio de Alvalade

 

publicado por carlitos às 16:01

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