...onde o facto pactua com a verdade... sempre!!!

contador
Quarta-feira, 16 de Novembro, 2011

 

Portugal e a história em comum com os Europeus

Portugal | 











Fazia esta terça-feira precisamente dezasseis anos que Portugal vencera a República da Irlanda no Estádio da Luz garantindo a qualificação para o Euro 96 disputado em Inglaterra.

Os milhares de espectadores que festejavam encharcados no final da partida a qualificação lusitana para a fase final do Campeonato da Europa, não estavam habituados a este tipo de sensações. Diz-se hoje em dia que Portugal deixa sempre para o fim a possibilidade de qualificação, tendo muitas das vezes de ficar a fazer contas.

Os milhares de espectadores que festejavam encharcados a qualificação lusitana para o Euro 96 não estavam habituados a esse tipo de sensações
E essa é uma verdade histórica que ninguém contesta. Outro facto sem contestação, é que até esse 15 de Novembro de 1995, os portugueses bem podiam deixar as contas para o fim que raramente elas corriam bem.

Depois do mundial de 1966, Portugal teve de esperar até ao Europeu de França em 1984 para voltar a "ser freguês das grandes ocasiões" como cantava dois anos mais tarde, aquando da qualificação para o México 86, o carismático José "Estebes", personagem humorística criada por Herman José.

10 anos depois Portugal voltava a conquistar, a expensas da Irlanda, um bilhete para Inglaterra, a "terra prometida" onde Eusébio e companhia tinham mostrado ao mundo que o futebol em Portugal não era jogado de tamancos.

UM LONGO CAMINHO DE INSUCESSOS

A primeira edição do Europeu foi disputada somente em 1960 e só quatro países estariam presentes na fase final. Portugal começou a caminhada defrontando a R.D.A. nos oitavos de final. Depois de uma vitória em Berlim Leste por 0x2, Portugal garantiu a qualificação para a ronda seguinte batendo os alemães orientais por 3x2 no Porto. Seguiu-se a Jugoslávia e uma vitória por 2x1 no Estádio Nacional. Duas semanas depois uma derrota por 5x1 em Belgrado acabava a carreira lusitana na novel competição.

Em 1964 no Campeonato que se realizou em Espanha, Portugal foi emparelhado com a Bulgária. A uma derrota por 3x1 em Sófia, seguiu-se uma vitória por idêntico 3x1 no Restelo, obrigando a jogo de desempate. Roma foi escolhida como palco e na Cidade Eterna foi um golo solitário de Asparuhov a quatro minutos do fim que deitou o nosso sonho novamente por terra...

Quatro anos depois um novo sistema de qualificação colou a «selecção de todos nós» num grupo com a Suécia, a Noruega e a Bulgária. Uma derrota inicial com a Suécia em casa abriu o caminho para mais um falhanço, que terminou com um segundo lugar, novamente atrás dos búlgaros.

 

1972 marcou nova campanha fracassada. Com Dinamarca, Escócia e Bélgica no grupo, os portugueses conseguem o feito de vencer a Escócia e golear a Dinamarca, mas caem no confronto com os belgas que seguem em frente.

A Inglaterra e a Checoslováquia seriam as principais adversárias na caminhada para o Euro 76. Portugal conseguiu empatar os dois jogos com os ingleses, mas uma goleada em Praga por 5x0 deitou novamente tudo a perder.

O europeu de 1980 com belgas, austríacos, escoceses e noruegueses revela-se um osso muito duro de roer para os nossos jogadores. Os lusitanos voltam a vencer os escoceses e a conseguir uma histórica vitória na Áustria, mas a Bélgica voltou a ser mais forte e Portugal voltou a assistir ao certame pela televisão. 

EUROPA AQUI VAMOS NÓS!

1984 além de ser o nome do clássico de George Orwell que apresentou o "grande irmão" ao mundo, foi também o ano do regresso português aos grandes palcos.

Otto Glória, responsável pela saga dos patrícios em 1966, voltava ao leme da selecção e Portugal estreava-se com vitórias na Finlândia por 0x2 e em casa com a Polónia por 2x1. Seguiu-se o desastre de Moscovo e uma derrota por 5x0 que valeu a saída de Glória. Um empate cedido pelos soviéticos em Varsóvia e uma vitória sobre a Finlândia por 5x0 em Alvalade fizeram os portugueses sonhar.

1984 além de ser o nome do clássico de George Orwell que apresentou o "grande irmão" ao mundo, foi também o ano do regresso português aos grandes palcos
Tudo ficou mais próximo quando Carlos Manuel marcou o único golo da vitória fora sobre a Polónia que um ano antes fora terceira classificada do mundial.

Restava o embate com a grande U.R.S.S. em Lisboa. A Luz cheia assistiu ao slalom de Chalana, até este cair dentro de área rasteirado por um soviético. Penalty! Em vão protestaram os russos o facto de Chalana ter sido rasteirado e caído bem fora da área.
Jordão, como era seu apanágio, não falhou e Portugal estaria presente pela primeira vez num europeu, onde brilhou e chegou às meias-finais.

Volvidos quatro anos, e ainda na ressaca de Saltillo, os portugueses deixaram muito a desejar na qualificação do euro 88, ficando atrás de italianos e suecos, cedendo inclusive um empate a duas bolas com Malta no Funchal.

Para o europeu de 1992 que se realizou na Suécia, Portugal teve pela frente a Holanda, que venceu nas Antas por 1x0, mas acabou novamente no segundo lugar, depois de uma derrota em Atenas com os gregos e outra derrota em Roterdão com os holandeses. 

UM PONTAPÉ NO DESTINO

O pontapé de Rui Costa que lançou a vitória por 3x0 sobre a Irlanda terminou uma qualificação segura dos portugueses que desde cedo mostraram estar mais fortes que a concorrência de irlandeses, norte-irlandeses e austríacos.

Com a geração de ouro já em pleno, Portugal acabou por não garantir a qualificação mais cedo, por culpa de uma infeliz (e única) derrota em Dublin.

Em 2000, passando como melhor segundo num grupo ganho pela Roménia, Portugal conseguia o feito histórico de se qualificar pela segunda vez consecutiva para a mesma competição, o que tornava tudo ainda mais especial é que umas semanas antes Portugal ganhara o direito de organizar o Euro 2004, somando assim duas presenças garantidas em pouco tempo.

2008 foi uma semi-desilusão para uma selecção que vinha de uma final do Euro 2004 e uma meia-final do mundial de 2006. Portugal nunca convenceu na qualificação para o euro suíço e austríaco, acabando por qualificar-se em segundo lugar, atrás da Polónia, sem conseguir vencer nenhum jogo às quatro primeiras classificadas do grupo.

Esta terça-feira, no Estádio da Luz, o amuleto da selecção nacional assistiu à quinta qualificação consecutiva para o Campeonato da Europa e para o sétimo grande torneio internacional consecutivo.

16 anos depois já poucos imaginam o quão raro era essa sensação de ser um feito histórico qualificar-se para uma fase final de um grande torneio.
publicado por carlitos às 13:20

Outra Cidade de Braga
mais sobre mim
Novembro 2011
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

4

11
12

13
18
19

20
21
25

28
29
30


ELEVADOR DO BOM JESUS DO MONTE
pesquisar
 
últ. comentários
ola Sílvia.Como amigo que fui do Mário, não podia ...
Olá Carlos!Peço imensa desculpa por não ter respon...
Força Sporting!!! Vamos ganhar Zurich!!!!
Se foi apanhado nas malhas do doping só terá de pa...
Creio que virá a ser uma grande jogador!! já tinha...
É bom ver que grandes marcas como a HP têm em cont...
Será verdade? Este Alan gosta muito de picar o Jav...
Sinceramente acho que este senhor ficou tempo dema...
Poderíamos ter uma equipa já apurada para a próxim...
Vale é que muitos pais avós (agora promovidos a am...
LARGO do PAÇO BRAGA
BRAGA
JARDIM SANTA BÁRBARA - BRAGA
BANCO DE PORTUGAL - BRAGA
SC BRAGA
Outra Cidade de Braga
VICE-CAMPEÃO NACIONAL
ESTÁDIO AXA