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Terça-feira, 18 de Outubro, 2011

A Ordem Franciscana de Montariol inaugurou ontem o centro de acolhimento ‘O Poverello’, uma unidade de cuidados continuados e paliativos, mas não se sabe ainda quando chegarão os primeiros doentes.

‘O Poverello’ reforça a rede nacional de cuidados continuados integrados com 58 camas, 10 das quais para cuidados paliativos. Frei José Neves, presidente da Fundação Domus Fraternitas, entidade gestora da unidade, adiantou que só agora começará a negociação com os ministérios da Saúde e da Segurança Social para o encaminhamento dos doentes.

Investimento orçado em cerca de quatro milhões e 800 mil euros, ‘O Poverello’ está equipado com 24 quartos para cuidados continuados de média duração e outros tantos para longa duração. Trata-se da primeira estrutura da rede de cuidados continuados a funcionar no concelho de Braga.

O ministro da Saúde, Paulo Macedo, veio à inauguração do centro de acolhimento, construído ao lado do convento de Montariol, destacando a necessidade de assegurar o funcionamento do mesmo através de “um plano estratégico, que deverá ser atempado, de modo a garantir que a sustentabilidade das respostas seja sempre assegurada”.

O governante, cuja vinda a Braga não foi previamente anunciada, afirmou que “o contexto de contenção orçamental” obriga ao “máximo aproveitamento dos recursos”, mas salientou que “esta contenção orçamental tem como objectivo servir as pessoas, não é um fim em si mesmo”.
‘O Poverello’ “vai reforçar a rede nacional de cuidados continuados em áreas de intervenção prioritárias”, assegurou Paulo Macedo.

Antes da abertura das portas do centro de acolhimento pelo mi- nistro geral da Ordem dos Frades Menores, o espanhol José Rodríguez Carballo, a sessão formal de inauguração decorreu na igreja de Montariol cheia de convidados, entre os quais o presidente da Câmara de Braga e vários provedores de misericórdias do distrito.

O edil bracarense aproveitou a ocasião para agradecer o “serviço desinteressado que os frades de Montariol têm prestado à comunidade”, apontando ‘O Poverello’ como “obra importante para atenuar o sofrimento” de muitas pessoas.

Vítor Melícias: prioridade à fraternidade

Presente também na cerimónia, Frei Vítor Melícias, ministro provincial da Ordem Francisca-na, lembrou ao ministro da Saúde o encargo que este tem de “dirigir e coordenar todos os esforços para que todas as possibilidades deste país sejam dirigidas, em primeiro lugar, para a defesa do direito à vida e à fraternidade.

As palavras do líder franciscano português surgiram poucos dias após o ministro da Saúde ter reconhecido que o Governo tem falta de dinheiro para pagar às Misericórdias no âmbito da prestação de serviços nos cuidados continuados.
O presidente da Fundação Domus Fraternitas assegurou que ‘O Poverello’ dará prioridade aos “utentes mais carenciados”.

Fora comportamentos de egoísmo

Na inauguração do centro de acolhimento ‘O Poverello’, o arcebispo de Braga pediu o fim de “comportamentos de egoísmo”.
Referindo que o centro gerido pelos frades franciscanos tem uma dimensão pública e foi construída sem luxos, D. Jorge Ortiga declarou: “apetece-me gritar que precisamos de deitar fora comportamentos de egoísmo, para passar o pórtico e entrar numa vida onde a esperança se respira, a interajuda se concretiza e a caridade se revive nas suas diversas manifestações”.

A primeira pedra de ‘O Poverello’ foi lançada em Fevereiro de 2009. Abre agora as portas para a prestação de cuidados na área da saúde, com uma equipa de meia centena de profissionais.
A Fundação Domus Fraternitas aposta também no voluntariado para cumprir o ‘carisma’ da unidade de cuidados continuados e paliativos.
‘O Poverello propõe-se ser uma grande oportunidade e, simultaneamente, uma prática cons-tante de solidariedade, através da instituição e organização do voluntariado”, lê-se no prospecto de apresentação do centro.

Atendendo ao tipo de cuidados que O Poverello prestará, D. Jorge Ortiga assinalou a importância de atender aos “momentos finais da peregrinação terrena”, já que “aí a vida deve tornar-se mais digna por todo um percurso que foi efectuado”.

“Apraz-me sublinhar e congratular-me com a feliz ideia de chamar ao espaço tradicional da capela mortuária de Pórtico da Vida”, constatou o prelado bracarense, que destacou o contributo dado pela Igreja portuguesa ao centro de acolhimento, projectado e concretizado pela Ordem Franciscana, com financiamento estatal e donativos de particulares. In "correio do minho"

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publicado por carlitos às 09:36

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