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Sexta-feira, 09 de Setembro, 2011

 

 

O que é que vimos do 11 de Setembro de 2001 em Nova Iorque?

 

O direto planetário através das televisões irrompeu na ponta final dos telejornais da hora de almoço em Portugal. Começou alguns minutos antes das 14h da tarde (9 da manhã em Nova Iorque), com as imagens, captadas de longe, de uma emergência na torre norte do World Trade Center.

As imagens “live” estavam fixadas na bola de chamas e na coluna de fumo que se apoderava do topo daquela torre do WTC quando, subitamente, sempre em direto, vimos ainda mais inesperada acção: um avião de passageiros a voar demasiado baixo e a precipitar-se a alta velocidade sobre a outra das duas torres.

Através do ecrã pudemos então perceber sem margem para equívocos que estávamos perante um cenário de apocalipse, com alcance inimaginável e horrível perda de vidas. Um gigantesco ataque terrorista.

Vimos Nova Iorque em catástrofe e a entrar em estado de guerra. Sabíamos, era óbvio, que o que estava a acontecer implicava consequências horripilantes. Diziam-nos que haveria 40 mil a 50 mil pessoas dentro das torres e que só uma pequena parte teria conseguido escapar. Sabíamos que havia corpos calcinados, decepados, destroçados.

Agora, dez anos depois, neste Agosto de 2011, a reportagem da guerra na Líbia mostrou-nos imagens nauseabundas de corpos calcinados num armazém tornado masmorra letal.

Em Nova Iorque, em 2001, foi diferente.

Juntaram-se ali hordas de repórteres, profissionais e amadores, com centenas ou milhares de câmaras.

O ataque a Nova Iorque em 11 de Setembro de 2001 é, seguramente, o acontecimento mais fotografado e filmado na história do mundo. Os repórteres captaram milhares de imagens de destroços humanos. No entanto, não vimos essas imagens. Prevaleceu o consenso de que se podia mostrar a brutal violência dos factos sem usar imagens macabras de agonia e mutilação humana.

O francês Clément Chéroux, explorador acutilante de imagens, conservador da área de fotografia no Centre Pompidou, em Paris, analisou metodicamente as imagens seleccionadas por 400 jornais, dos EUA, europeus e árabes, publicados no dia seguinte ao do ataque.

O acontecimento mais fotografado aparece-nos com muito baixa diversidade de imagens. Chéroux, no estudo incluído no livro Diplopie conclui: “É uma profusão de fotografias diferentes mas, as publicadas, [quase] todas com o sofrimento dos edifícios a sobrepor-se ao sofrimento das pessoas.”

Imagens macabras de restos humanos foram captadas. Existem.

Uma exposição, “Here is New York: a Democracy of Phtotographs”, mostrou muitas dessas fotografias estremecedoras, em Outubro de 2001, numa galeria no Soho nova-iorquino. Uma delas é “The hand”, perturbadora fotografia captada por Todd Maisel, que mostra, tombada sobre o asfalto da Liberty Street, uma mão arrancada de um braço, da qual saltam tiras de carne e um pedaço de osso quebrado.

É uma fotografia que chegou a ser publicada no dia seguinte, 12 de Setembro de 2001, pelo New York Daily News, desencadeando escândalo, com críticas furiosas ao jornal por ter traído o compromisso não escrito de recusar a publicação de imagens susceptíveis de chocar ainda mais a nação traumatizada.

Há o caso “The falling man”: a queda, captada por Richard Drew, de uma das tantas pessoas (os repórteres do New York Times contaram 50 “jumpers”; o USA Today, cruzando várias fontes, calcula que foram 200) que optaram por saltar dos arranha-céus. Saltaram para fugir ao fumo e ao fogo, e ao colapso das estruturas do edifício.

O New York Times publicou esta fotografia na página 7 da edição de 12 de Julho. O Denver Post e o Star-Telegram de Forth Worth também a publicaram, mas receberam um vendaval de críticas por, ao publicá-la, estarem a explorar a morte de um homem, a despir-lhe a dignidade, a invadir-lhe a privacidade com a intrusão no momento de agonia.

A resistência à imagem e às imagens foi imediata.

Muitas vozes colocaram a não publicação de imagens chocantes como uma questão de decência. Erik Sorensen, presidente da MSNBC, assumiu, em declaração publicada pelo New York Times de 13 de Setembro de 2001, que “escolheu não mostrar demasiado”.

Vários jornalistas e produtores daquela rede de televisão defenderam que tudo deveria ser mostrado, independentemente do seu impacto, por ser missão do jornalismo revelar tudo o que contribui para o entendimento dos factos. Mas prevaleceu a recusa de imagens chocantes, adoptada pela generalidade dos media nos EUA.

Há quem denuncie “censura em nome do patriotismo americano”. Maisel interveio na polémica sobre a imagem da mão decepada com esta resposta: “Não querem que se veja os feridos e os mortos por terem medo do reviver dos fantasmas do Vietname”.

Também há quem denuncie a concentração dos pólos de difusão de imagens: as pequenas agências desapareceram ou passaram a estar nas mãos de grandes grupos financeiros, o que tem levado à uniformização e repetição das imagens visualizadas.

É por tudo isto que muitas imagens do 11 de Setembro de 2001 ficaram tabu nos media.

 

 Teorias da conspiração continuam a surgir

 

Para alguns, os atentados às Torres Gémeas nada tiveram a ver com a Al Qaeda. Entre aquilo a que se cham "teorias da conspiração", há quem acredite que Governo de George W. Bush usou mísseis e explosivos pré-colocados nas torres para derrubar o World Trade Center

 

 O World Trade Center no cinema

 

Antes da tragédia do 11 de Setembro, o World Trade Center era presença regular no cinema, em filmes tão díspares como «Nova Iorque 1997» ou a versão de 1976 de «King Kong». Recordamos a seguir as Torres Gémeas no grande ecrã.

 

Inaugurado em 1973, o complexo de sete edifícios que compunha o World Trade Center celebrizou-se no imaginário coletivo pelas duas gigantescas Torres Gémeas, destruídas nos ataques terroristas a Nova Iorque de 11 de Setembro de 2001. No cinema, as torres foram sempre presença assídua, desde logo porque se destacam pela sua altura na silhueta da cidade que nunca dorme, que tantas vezes a Sétima Arte registou.

Mas além dessas numerosíssimas aparições pontuais em pano de fundo, houve várias películas em que o World Trade Center teve efetivamente uma presença na narrativa. Uma das mais antigas deu-se logo em 1973, no musical «Godspell», em que o elenco termina o número «All for the Best» na base do edifício, ainda em construção. Já em 1975, o World Trade Center surge já com papel de maior relevo no thriller «Os Três Dias do Condor», onde serve de base à CIA, onde trabalha o protagonista encarnado por Robert Redford.

Em 1977, o World Trade Center tem uma das suas presenças mais icónicas no cinema, na nova versão de «King Kong». Desta vez, o gorila gigante à solta em Nova Iorque não subiu ao Empire State Building mas sim a uma das Torres Gémeas, saltando de seguida para a outra, onde é abatido pelos aviões. O cartaz do filme, com King Kong de uma dimensão desproporcionada em relação ao filme, com um pé em cada torre, tornou-se célebre. Pela mesma altura, e a reboque da promoção da película, foi lançado nos EUA o nipónico «Godzilla vs Megalon», para o qual foi criado outro cartaz espetacular, com um monstro em cada torre, embora toda a ação do filme se passasse no Japão.

Ainda em 1978, a adaptação do musical de palco «The Wiz», uma nova versão de «O Feiticeiro de Oz» com um elenco negro, chegou aos cinemas pela mão de Sidney Lumet e protagonizado por Diana Ross e Michael Jackson. Com Oz como uma versão fantasiosa de Nova Iorque, o World Trade Center surge como o equivalente à Cidade Esmeralda, onde as personagens ambicionam chegar, com uma sequência espetacular filmada na Central Plaza em frente ao edifício com quatro centenas de dançarinos, certamente a mais cara e grandiosa alguma vez rodada no local. Aliás, a transmutação de Nova Iorque noutras cidades não tem sido invulgar, sendo o caso mais emblemático o dos filmes da saga «Superman» protagonizados por Christopher Reeve, passados na cidade imaginária de Metropolis mas recheados de imagens da Grande Macã, nomeadamente das Torres Gémeas.

A metrópole surgiu também alterada para efeitos de ficção científica no ano de 1981, no filme «Nova Iorque 1997», de John Carpenter, que apresenta uma Nova Iorque do futuro que se tornou uma prisão de segurança máxima, na qual se despenha um avião com o Presidente dos EUA. Snake Plissken, encarnado por Kurt Russell, vai lá buscá-lo e entra lá dentro num planador, que aterra no topo das Torres Gémeas.

Claro que a dimensão dos edifícios, também os tornou propícios à destruição em filmes-catástrofe. O primeiro foi «Meteoro», um «flop» de 1979 protagonizado por Sean Connery, com um meteorito a destruir as Torres Gémeas. Em 1998, no filme «Armageddon», as torres também não resistem à destruição de Nova Iorque por meteoritos, mas em «Impacto Profundo», do mesmo ano, são as únicas estruturas de larga dimensão da cidade que parecem subsistir ao impacto de uma onda gigante. Em «O Dia da Independência», dois anos antes, foi uma invasão alienígena que destruiu ao meio as duas torres.

A destruição do edifício por via do terrorismo, que se viria a tornar uma realidade, quase se concretizou no cinema: em 1982, no thriller «O Homem das Lentes Mortais», com Sean Connery, terroristas islâmicos ameaçaram detonar duas bombas em Nova Iorque caso o presidente não se demitisse, que acabaram por ser encontradas na base do World Trade Center.

Naturalmente que ao longo dos anos, foram vários os casos de filmes com personagens a entrar e sair do World Trade Center, e nem sempre das torres principais. A ação de «Uma Mulher de Sucesso» (1988), por exemplo, decorre essencialmente na Torre 7, que também foi destruída nos atentados bombistas.

E como ninguém poderia adivinhar a tragédia que se abateria sobre os edifícios, há vários filmes que mostram Nova Iorque no futuro, após 2001, com as Torres Gémeas de pé. Isso sucede no fim de «Freejack» (1992), que se passa em 2009, numa sequência de «Matrix» (1999) na televisão, que mostra Nova Iorque dali a 200 anos, ou a meio de «A.I. Inteligência Artificial», que estreou cerca de mês e meio antes da tragédia, no final de Junho de 2001, e tem uma sequência em que os protagonistas sobrevoam uma Nova Iorque submersa de 2142, em que as Torres ainda estão acima do nível do mar.

Um ano antes da estreia de «Homem-Aranha», pouco antes da tragédia, saiu um «teaser» em que o herói detinha um helicóptero de assaltantes, prendendo a aeronave com as teias entre os dois edifícios. Após os atentados, o trailer foi retirado de circulação, bem como um primeiro cartaz em que o reflexo das Torres estava visível na máscara do protagonista.

Finalmente, e para além dos filmes de reconstituição e reflexão sobre os atentados, a utilização mais curiosa e intensa das próprias Torres Gémeas no cinema dos últimos anos deu-se com o filme «Homem no Arame», que em 2009 ganhou o Óscar de Melhor Documentário de Longa-Metragem, e que reconstitui a travessia no arame que o acrobata Philippe Petit fez contra todas as regras entre as duas Torres no ano de 1974.

 

Cinco portugueses perderam a vida nos ataques às Torres Gémeas

 

Dos cinco portugueses mortos nos atentados de 11 de setembro de 2001, em Nova Iorque, uns trabalhavam nas Torres Gémeas, outros estavam no local errado à hora errada e quase todos perderam a vida a ajudar outras pessoas.

publicado por carlitos às 18:38

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